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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009, 21:39
Amor e loucura, minha sina.
Olhou entristecido o Pierrot a bela dama; porque sua face refletia a dele não sabia, nem ao menos conseguira entender o que a fazia sorrir assim, com os olhos em chama e o semblante puro de outrora. Seria isso a força da nobreza? “Por que amas?” perguntou-lhe insondável, como à mãe pergunta o filho de onde viera. “Por que respiras?” retrucou e, com um riso maroto, rodeou-o “Que ser criado por homens ser tu, afinal, se não respiras? É assim que me sinto.” A necessidade se tornara tão abstrata quanto antes de sua explicação. Por companheiro o ser tinha seu violino, por sentimentos sua música; entender tão complexa palavra era como assumir que existia algo além, o que os homens já apelidaram de liberdade e eu, a muito tempo, de morte. “Então, não faria mal em te amar...?” A moça não dissera palavra. ‘Era tão sério assim que o Pierrot nunca tivera contato, de fato, humano?’. Voltara a sorrir com tamanha ingenuidade e então o abraçou. Sabia que não havia lugar no mundo para o amor de um errante. ~* O primeiro texto do portifólio. Na primeira aula o professor pediu que escrevêssemos a primeira coisa que viesse a mente, sem pensar. Não lembro muito bem o que escrevi, o que importante é que era impossível de continuar (o que descobrimos pouco depois ser a tarefa de casa). Pensei em escrever algum momento de reflexão, dos meus personagens mesmo, ou algo haver com cosplay, sei que desse pensamento à conclusão de que poderia pegar um texto pronto foi um pulo. Pior que ainda deixei pra última hora, só sabia que tinha um texto ou outro naquele caderno que peguei. No caminho que fui ver que só tinha esse texto, pensei duas vezes antes de realmente levá-lo (o professor escolhia alguns pra ler, imaginei que com certeza iria, já que não li na última aula, e meio que eu chamo atenção, sabe...), mas acabei preferindo minha nota à minha privacidade. Comassim privacidade? Você se pergunta, pois bem, eu realmente escrevi isso em um mau momento, em um momento íntimo entre eu e eu mesma. Me sentia como o pobre Pierrot, abandonado, ingênuo, que não podia amar sem sofrer; pensando assim nossa única diferença é o computador no lugar do violino. Bonitinho, né? No fundo, hoje, ainda me sinto assim. Mas não como "coitadinha", e sim como uma escolha minha. Não me vejo com ninguém porquê não quero. E é só. Voltando a oficina de texto, pra quem saltou aqui de pára-quedas, é uma matéria da unb cujo trabalho final foi um portifólio de 14 textos, epílogo e uma letra de música no final. O primeiro texto é esse, e talvez eu poste aqui um por um na ordem, poste só alguns, poste em ordem randômica... Não sei, depois eu vejo isso, só sei que postei esse mais por gostar (e estar afim) do que por realmente ser o primeiro... Jya ..V Marcadores: melodramáticos, narrativas, Oficina de Texto 1, produto da unb
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009, 00:26
Encontro com o futuro mestre
[Warning] Recomendável ler a parte de Kamus Y. Lemont do post "Memento Mori, os personagens" para um mínimo de entendimento.
"Penso, logo existo". Ou penso, pois existo? O que existe, nós ou nossos pensamentos? Talvez nós não estejamos aqui, apenas nossas mentes criando um mundo irreal para o nosso entretenimento, talvez eu seja fruto de sua imaginação, ou talvez você e eu sejamos um fruto da imaginação alheia. Nos questionamos o tempo todo sobre diversas coisas, mas raramente paramos para pensar por que estamos aqui e por que vivemos e sofremos... Devemos nos perguntar? Não sei, mas mesmo assim eu pergunto, mesmo sem obter as respostas. Eu pergunto, e mesmo sem saber o porquê das perguntas, me pergunto, por que? Eu não sei, não sei...A maldita dor nas costas não cessava, sua vermelhidão oculta pelas vestes negras. Ódio o tomara naquele momento, tinha uma casa, uma vida... Uma mãe.E tudo que tinha valor se despedaçara de uma vez.Ouviu alguém lhe chamar, uma voz adulta. A sacada do quarto, onde residia há alguns dias, nunca fora tão convidativa.Queria voar, ser livre.Ouviu seu nome de novo, lá estava ele, o homem dos imensos cabelos prata, a poucos metros de distância. Palavras, várias delas, saíram daquela boca, mas ele não dava importância, não ainda.- Sua mãe não iria gostar.- Do que você ta falando? – retrucou. As primeiras palavras sem arrogância dirigidas a ele.- Da sua atitude. Uma mulher boa ela, não iria gostar do que você está se tornando.- Do que me tornaram, você diz. – arrogância, ela voltara a sua boca com uma rapidez tremenda. – O que acha que sabe da minha mãe? – ferocidade, o veneno das presas visíveis enquanto falava.- Nascemos e crescemos juntos, só isso. Na verdade ela me mandava cartas, várias delas, a maioria citando o homem dos olhos sem cor – sentiu o orgulho fugir, ele realmente a conhecia.- Por que você não a ajudou então?- Pelo mesmo motivo que você.Silêncio.- Kamus, pára com isso, esse orgulho. Corrói as pessoas, as transforma em um lixo sem propósito, você quer viver para alguma coisa, não quer?- O que pretende que eu faça então?- Atue, Kamus. Aprisione os sentimentos em uma garrafa, a jogue no mar. Viva alguém que você não é, se necessário. Consiga alianças e faça tudo com um cálculo preciso... Aliás, era assim que ele fazia, não era?~*
Uma das coisas mais incríveis que achei perdida na pasta "ócio criativo", o início do capítulo 3 (teoricamente, na verdade o 1 acabei perdendo com esses negócios de blackout, no início da minha vida rpgística, quando ainda não sabia o valor do Word, mas além disso existe o capítulo '2 terços', no fim acaba dando no mesmo, né?) da história do Kamus. Seria interessante ler os anteriores, mas esse até que é bem independente, explica sua atual personalidade, apresenta Sephirus, um dos adultos mais legais que criei, mostra que nem sempre ele foi educadinho e pá... Sem dizer que tá interessante (ou eu achei), nem parece meu ;-; (mas o começo não é mesmo não, foi uma citação da Rei de Evangelion /xD) Mas vale lembrar que tem uma bela diferença cronológica na eu escritora que escreve essas coisas e na enferrujada de hoje... Mas prometo que um dia paro pra escrever mesmo e posto aqui... Só não vale rir. É sério.Marcadores: inspirado em desventuras em série, melodramáticos, narrativas, produto de rpg fóruns, reflexivos
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Profile
pro·file - Pronunciation[proh-fahyl]
a history, description, or analysis of yourself or something.
Your short or long (or short and long) profile goes here. Description and profile may be as long as you would like.
Here you can list out your names, where you are from, what are you favourites, your contacts.
It is all about you. Make it as long as you can.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009, 21:39
Amor e loucura, minha sina.
Olhou entristecido o Pierrot a bela dama; porque sua face refletia a dele não sabia, nem ao menos conseguira entender o que a fazia sorrir assim, com os olhos em chama e o semblante puro de outrora. Seria isso a força da nobreza? “Por que amas?” perguntou-lhe insondável, como à mãe pergunta o filho de onde viera. “Por que respiras?” retrucou e, com um riso maroto, rodeou-o “Que ser criado por homens ser tu, afinal, se não respiras? É assim que me sinto.” A necessidade se tornara tão abstrata quanto antes de sua explicação. Por companheiro o ser tinha seu violino, por sentimentos sua música; entender tão complexa palavra era como assumir que existia algo além, o que os homens já apelidaram de liberdade e eu, a muito tempo, de morte. “Então, não faria mal em te amar...?” A moça não dissera palavra. ‘Era tão sério assim que o Pierrot nunca tivera contato, de fato, humano?’. Voltara a sorrir com tamanha ingenuidade e então o abraçou. Sabia que não havia lugar no mundo para o amor de um errante. ~* O primeiro texto do portifólio. Na primeira aula o professor pediu que escrevêssemos a primeira coisa que viesse a mente, sem pensar. Não lembro muito bem o que escrevi, o que importante é que era impossível de continuar (o que descobrimos pouco depois ser a tarefa de casa). Pensei em escrever algum momento de reflexão, dos meus personagens mesmo, ou algo haver com cosplay, sei que desse pensamento à conclusão de que poderia pegar um texto pronto foi um pulo. Pior que ainda deixei pra última hora, só sabia que tinha um texto ou outro naquele caderno que peguei. No caminho que fui ver que só tinha esse texto, pensei duas vezes antes de realmente levá-lo (o professor escolhia alguns pra ler, imaginei que com certeza iria, já que não li na última aula, e meio que eu chamo atenção, sabe...), mas acabei preferindo minha nota à minha privacidade. Comassim privacidade? Você se pergunta, pois bem, eu realmente escrevi isso em um mau momento, em um momento íntimo entre eu e eu mesma. Me sentia como o pobre Pierrot, abandonado, ingênuo, que não podia amar sem sofrer; pensando assim nossa única diferença é o computador no lugar do violino. Bonitinho, né? No fundo, hoje, ainda me sinto assim. Mas não como "coitadinha", e sim como uma escolha minha. Não me vejo com ninguém porquê não quero. E é só. Voltando a oficina de texto, pra quem saltou aqui de pára-quedas, é uma matéria da unb cujo trabalho final foi um portifólio de 14 textos, epílogo e uma letra de música no final. O primeiro texto é esse, e talvez eu poste aqui um por um na ordem, poste só alguns, poste em ordem randômica... Não sei, depois eu vejo isso, só sei que postei esse mais por gostar (e estar afim) do que por realmente ser o primeiro... Jya ..V Marcadores: melodramáticos, narrativas, Oficina de Texto 1, produto da unb
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009, 00:26
Encontro com o futuro mestre
[Warning] Recomendável ler a parte de Kamus Y. Lemont do post "Memento Mori, os personagens" para um mínimo de entendimento.
"Penso, logo existo". Ou penso, pois existo? O que existe, nós ou nossos pensamentos? Talvez nós não estejamos aqui, apenas nossas mentes criando um mundo irreal para o nosso entretenimento, talvez eu seja fruto de sua imaginação, ou talvez você e eu sejamos um fruto da imaginação alheia. Nos questionamos o tempo todo sobre diversas coisas, mas raramente paramos para pensar por que estamos aqui e por que vivemos e sofremos... Devemos nos perguntar? Não sei, mas mesmo assim eu pergunto, mesmo sem obter as respostas. Eu pergunto, e mesmo sem saber o porquê das perguntas, me pergunto, por que? Eu não sei, não sei...A maldita dor nas costas não cessava, sua vermelhidão oculta pelas vestes negras. Ódio o tomara naquele momento, tinha uma casa, uma vida... Uma mãe.E tudo que tinha valor se despedaçara de uma vez.Ouviu alguém lhe chamar, uma voz adulta. A sacada do quarto, onde residia há alguns dias, nunca fora tão convidativa.Queria voar, ser livre.Ouviu seu nome de novo, lá estava ele, o homem dos imensos cabelos prata, a poucos metros de distância. Palavras, várias delas, saíram daquela boca, mas ele não dava importância, não ainda.- Sua mãe não iria gostar.- Do que você ta falando? – retrucou. As primeiras palavras sem arrogância dirigidas a ele.- Da sua atitude. Uma mulher boa ela, não iria gostar do que você está se tornando.- Do que me tornaram, você diz. – arrogância, ela voltara a sua boca com uma rapidez tremenda. – O que acha que sabe da minha mãe? – ferocidade, o veneno das presas visíveis enquanto falava.- Nascemos e crescemos juntos, só isso. Na verdade ela me mandava cartas, várias delas, a maioria citando o homem dos olhos sem cor – sentiu o orgulho fugir, ele realmente a conhecia.- Por que você não a ajudou então?- Pelo mesmo motivo que você.Silêncio.- Kamus, pára com isso, esse orgulho. Corrói as pessoas, as transforma em um lixo sem propósito, você quer viver para alguma coisa, não quer?- O que pretende que eu faça então?- Atue, Kamus. Aprisione os sentimentos em uma garrafa, a jogue no mar. Viva alguém que você não é, se necessário. Consiga alianças e faça tudo com um cálculo preciso... Aliás, era assim que ele fazia, não era?~*
Uma das coisas mais incríveis que achei perdida na pasta "ócio criativo", o início do capítulo 3 (teoricamente, na verdade o 1 acabei perdendo com esses negócios de blackout, no início da minha vida rpgística, quando ainda não sabia o valor do Word, mas além disso existe o capítulo '2 terços', no fim acaba dando no mesmo, né?) da história do Kamus. Seria interessante ler os anteriores, mas esse até que é bem independente, explica sua atual personalidade, apresenta Sephirus, um dos adultos mais legais que criei, mostra que nem sempre ele foi educadinho e pá... Sem dizer que tá interessante (ou eu achei), nem parece meu ;-; (mas o começo não é mesmo não, foi uma citação da Rei de Evangelion /xD) Mas vale lembrar que tem uma bela diferença cronológica na eu escritora que escreve essas coisas e na enferrujada de hoje... Mas prometo que um dia paro pra escrever mesmo e posto aqui... Só não vale rir. É sério.Marcadores: inspirado em desventuras em série, melodramáticos, narrativas, produto de rpg fóruns, reflexivos
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