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reformando
I throw all of your stuff away. I’m gonna clear you out of my head. I tear you out of my heart.
And ignore all your messages. I tell everyone we are through. 'Cause I'm so much better without you.
But it’s just another pretty lie. 'Cause I break down.
Every time you come around. So how did you get here under my skin? I swore that I'd never let you back in.
Should have known better in trying to let you go. 'Cause here we go go go again.
Hard as I try I know I can't quit. Something about you is so addictive.
We're falling together. you'd think that by now I'd know. cause here we go go go again.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010, 08:49
Uma conversa casual, ou não.

Um dos posts mais divertidos desses últimos tempos de fórum, uma aula de transfiguração 'diálogo de mais e tarefa de menos' e uma interação LilithxKamus (ou seja, eu e eu mesma) no mesmo dia da morte dele ;-;

E em resumo, a coisa mais atípica que já escrevi.
Farei mais vezes.

~*

A idéia lhe viera rápido demais para ser descrita, Lilith e seu joguinho não tinham lá muito limite e aquela era uma aula conjunta de transfiguração; Segundo e terceiro ano, só podia ser um sinal.

- Não seja orgulhoso, você não tem uma dupla, nem eu. - susurrara de maneira tão furtiva aos ouvidos de Kamus que quase o fizera saltar da cadeira. Era misto de espanto e arrogância em seu olhar.

- Poderia arrumar fácil. - e ele realmente se voltou para a frente, que esnobe. Mas ela sabia que era parte do charme, se realmente não tivesse acatado a idéia ele sairia dali para arranjar um parceiro perdido do outro lado da sala.

- Pode ser, mas sem perguntas. - lhe arrancara um sorriso de ponta a ponta, quase instantâneo.

- Relaxa, só quero estudar. - não querida, você veio para uma escola para tudo menos
estudar. Agente finge que acredita e você reflete sobre, que tal?

Deveriam fazer da pedra um pássaro e do pássaro um cálice de água. Era estranho haver feitiços com tão pouca utilidade prática, se a essência do cálice ainda era uma pedra, sua água no mínimo daria uma sensação de insuficiência estomacal, certo? E aqueles pássaros, bem, no máximo dariam um presente belo e original.

- Mas... Você bem que poderia confiar um pouquinho em mim. Avifors.

- Uma pedra é mais sensível que você. Vera Verto.

- Que nada, eu tenho sentimentos, só não demonstro porquê acho que é melhor assim.

- E porquê acharia?

- Porquê o mundo precisa de pessoas fortes. - abaixou a varinha e voltou sua atenção para os olhos verde-azulados do garoto. Geravam relativa perturbação. - Ei, é agora que você discorda da maneira mais arrogante que conseguir, Kamus.

- Talvez o mundo precise de pessoas fortes. - Hãn? De fato, Lilith ser de um calma quase sobrenatural, mesmo perante a morte, era o fardo que algo maior designou a ela. Ou assim achava. Só que nada tinha haver com o mundo, e isso ele já havia sacado, nossa ruiva nada tem haver com o que todos esperam ou deixam de esperar.

A não ser que resumamos mundo em três pessoas.

- Essa foi a maior conversa que já tivemos. - Sentiu que alguém a observava, e ao se virar deparou-se com um par de olhos raivosos, de um ajudante da discente; os dois não deviam estar conversando tanto e treinando tão pouco. - Avifors. - O sermão visual fora o suficiente para dez segundos de ‘não mais que a tarefa’ entre os dois.

- Algo me perturba, como sabia que Alice corria perigo aquele dia?

- Existem coisas que simplesmente sei. E você sabe que é verdade, se não contaria como soube para aumentar sua confiança em mim. - E você já percebeu que raciocinar pelos outros é algo que gostamos de fazer.

- E porquê você confia em mim?

- Não confio. - silêncio. Era uma estranha surpresa no rosto do terceiranista. - Mas eu gosto de você, hum, apesar do tapa na cara e tudo mais. - A verdade é que ele a divertia muito, e Kamus ainda não havia se dado conta disto. - Acho que é tão perdido quanto eu e te ajudaria se soubesse como. - finalmente pareceu considerar o que dizia, por alguns momentos abaixou a cabeça e olhou para o além-chão.

- Quero te contar uma coisa. Meia noite, no salão comunal.

- E seu pássaro está sem cabeça.

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domingo, 24 de janeiro de 2010, 14:57
Introduções de posts, parte I

Seria a mente humana tão frágil quanto sua carne? Nessa altura do campeonato só restara a Kamus acreditar que sim.

Pensava, refletia, cauculava e previa tudo que lhe pudesse ser útil, tal como algumas teorias que passavam por sua mente desde que sua mãe fora assassinada.

Até então nunca fizera grande esforço perante a possibilidade de inocência de Joseph. E era óbvio o porquê, pois sua alma pedia por alguma "desculpa" e o ódio por tudo que aquele homem o fizera passar agora pesava além da razão, tinha de por a culpa em alguém, e sentia que não conseguiria prosseguir sem isso.

Kamus acreditava, porém, que sentia sua mãe tocar-lhe e falar ao seu ouvido "foi tudo culpa dele, só dele... Você tem razão em odiá-lo, você tem razão em querer matá-lo...". Com isso preferia acreditar somente nisso, traçando para si mesmo um fino limite, que poderia ser seu penhasco, sua sentença de morte. Mas quem disse que se importava? Ele queria tudo aquilo, sua aura chamava aquele ódio incontrolável, mas... Teria sua mãe gostado de seu destino?

Aquela bela japonesa, assassinada frielmente, o que teria dito, se lhe fosse possível, em seu leito de morte? Diria para vingá-la? Nunca... E no fundo Kamus sabia disso, porém negava fortemente qualquer dúvida, já estava longe demais para voltar atrás, ainda que quisesse.

É então que voltamos à questão inicial: Seria a mente humana tão frágil quanto sua carne?


~*
Uhul, mais uma seqüência em aberto para esse blog. Estava lendo um dos primeiros posts do Kamus quando me surgiu isso. Além das introduções estarem sempre presente (uns 90% do primeiro post do arco de interação), elas geralmente são pequenas, combinando mais com um blog.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009, 21:39
Amor e loucura, minha sina.

Olhou entristecido o Pierrot a bela dama; porque sua face refletia a dele não sabia, nem ao menos conseguira entender o que a fazia sorrir assim, com os olhos em chama e o semblante puro de outrora. Seria isso a força da nobreza?

“Por que amas?” perguntou-lhe insondável, como à mãe pergunta o filho de onde viera.

“Por que respiras?” retrucou e, com um riso maroto, rodeou-o “Que ser criado por homens ser tu, afinal, se não respiras? É assim que me sinto.”

A necessidade se tornara tão abstrata quanto antes de sua explicação. Por companheiro o ser tinha seu violino, por sentimentos sua música; entender tão complexa palavra era como assumir que existia algo além, o que os homens já apelidaram de liberdade e eu, a muito tempo, de morte.

“Então, não faria mal em te amar...?”

A moça não dissera palavra. ‘Era tão sério assim que o Pierrot nunca tivera contato, de fato, humano?’.

Voltara a sorrir com tamanha ingenuidade e então o abraçou.

Sabia que não havia lugar no mundo para o amor de um errante.



~*

O primeiro texto do portifólio. Na primeira aula o professor pediu que escrevêssemos a primeira coisa que viesse a mente, sem pensar. Não lembro muito bem o que escrevi, o que importante é que era impossível de continuar (o que descobrimos pouco depois ser a tarefa de casa). Pensei em escrever algum momento de reflexão, dos meus personagens mesmo, ou algo haver com cosplay, sei que desse pensamento à conclusão de que poderia pegar um texto pronto foi um pulo.

Pior que ainda deixei pra última hora, só sabia que tinha um texto ou outro naquele caderno que peguei. No caminho que fui ver que só tinha esse texto, pensei duas vezes antes de realmente levá-lo (o professor escolhia alguns pra ler, imaginei que com certeza iria, já que não li na última aula, e meio que eu chamo atenção, sabe...), mas acabei preferindo minha nota à minha privacidade.

Comassim privacidade? Você se pergunta, pois bem, eu realmente escrevi isso em um mau momento, em um momento íntimo entre eu e eu mesma. Me sentia como o pobre Pierrot, abandonado, ingênuo, que não podia amar sem sofrer; pensando assim nossa única diferença é o computador no lugar do violino.

Bonitinho, né? No fundo, hoje, ainda me sinto assim. Mas não como "coitadinha", e sim como uma escolha minha. Não me vejo com ninguém porquê não quero. E é só.

Voltando a oficina de texto, pra quem saltou aqui de pára-quedas, é uma matéria da unb cujo trabalho final foi um portifólio de 14 textos, epílogo e uma letra de música no final. O primeiro texto é esse, e talvez eu poste aqui um por um na ordem, poste só alguns, poste em ordem randômica... Não sei, depois eu vejo isso, só sei que postei esse mais por gostar (e estar afim) do que por realmente ser o primeiro...

Jya ..V

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009, 00:26
Encontro com o futuro mestre

[Warning] Recomendável ler a parte de Kamus Y. Lemont do post "Memento Mori, os personagens" para um mínimo de entendimento.

"Penso, logo existo". Ou penso, pois existo? O que existe, nós ou nossos pensamentos? Talvez nós não estejamos aqui, apenas nossas mentes criando um mundo irreal para o nosso entretenimento, talvez eu seja fruto de sua imaginação, ou talvez você e eu sejamos um fruto da imaginação alheia. Nos questionamos o tempo todo sobre diversas coisas, mas raramente paramos para pensar por que estamos aqui e por que vivemos e sofremos... Devemos nos perguntar? Não sei, mas mesmo assim eu pergunto, mesmo sem obter as respostas. Eu pergunto, e mesmo sem saber o porquê das perguntas, me pergunto, por que? Eu não sei, não sei...


A maldita dor nas costas não cessava, sua vermelhidão oculta pelas vestes negras. Ódio o tomara naquele momento, tinha uma casa, uma vida... Uma mãe.

E tudo que tinha valor se despedaçara de uma vez.

Ouviu alguém lhe chamar, uma voz adulta. A sacada do quarto, onde residia há alguns dias, nunca fora tão convidativa.

Queria voar, ser livre.

Ouviu seu nome de novo, lá estava ele, o homem dos imensos cabelos prata, a poucos metros de distância. Palavras, várias delas, saíram daquela boca, mas ele não dava importância, não ainda.

- Sua mãe não iria gostar.

- Do que você ta falando? – retrucou. As primeiras palavras sem arrogância dirigidas a ele.

- Da sua atitude. Uma mulher boa ela, não iria gostar do que você está se tornando.

- Do que me tornaram, você diz. – arrogância, ela voltara a sua boca com uma rapidez tremenda. – O que acha que sabe da minha mãe? – ferocidade, o veneno das presas visíveis enquanto falava.

- Nascemos e crescemos juntos, só isso. Na verdade ela me mandava cartas, várias delas, a maioria citando o homem dos olhos sem cor – sentiu o orgulho fugir, ele realmente a conhecia.

- Por que você não a ajudou então?

- Pelo mesmo motivo que você.

Silêncio.

- Kamus, pára com isso, esse orgulho. Corrói as pessoas, as transforma em um lixo sem propósito, você quer viver para alguma coisa, não quer?

- O que pretende que eu faça então?

- Atue, Kamus. Aprisione os sentimentos em uma garrafa, a jogue no mar. Viva alguém que você não é, se necessário. Consiga alianças e faça tudo com um cálculo preciso... Aliás, era assim que ele fazia, não era?

~*


Uma das coisas mais incríveis que achei perdida na pasta "ócio criativo", o início do capítulo 3 (teoricamente, na verdade o 1 acabei perdendo com esses negócios de blackout, no início da minha vida rpgística, quando ainda não sabia o valor do Word, mas além disso existe o capítulo '2 terços', no fim acaba dando no mesmo, né?) da história do Kamus. Seria interessante ler os anteriores, mas esse até que é bem independente, explica sua atual personalidade, apresenta Sephirus, um dos adultos mais legais que criei, mostra que nem sempre ele foi educadinho e pá... Sem dizer que tá interessante (ou eu achei), nem parece meu ;-; (mas o começo não é mesmo não, foi uma citação da Rei de Evangelion /xD)
Mas vale lembrar que tem uma bela diferença cronológica na eu escritora que escreve essas coisas e na enferrujada de hoje... Mas prometo que um dia paro pra escrever mesmo e posto aqui...
Só não vale rir.
É sério.

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009, 20:36
Apenas uma desventura

Pra começar, nada como o background que mais me deliciei em escrever. Inspirada por 'Desventuras em série' fiz o personagem mais estranho e psicopata da minha vida, que rendeu alguns meses de fórum e um lugarzinho no meu coração (ooouhn...), pois bem, é a história de Louise Miyazawa Baudelaire, a criança japonesa mais andrógina que já perambulou pela face da Terra.


Mas hem, convoco todos vocês a lerem pelo menos o começo! Aí se estiverem achando que vale a pena, continuem 8D


~*


Creio que ao menos uma vez em sua vida tenha passado por uma desgraça tamanha de forma que daria tudo para que nunca houvesse acontecido... Pela introdução você já pode imaginar quantas coisas horrendas e melancólicas inventarei nessa história, uma idéia completamente certa. Então se preferir ler algo mais divertido e alegre é melhor alugar "Tigrão, o filme", creio que não vai se arrepender.

A desgraça (okay, história) começa em Berlim, 7 anos atrás. Louise morava em uma casa sem graça cercada por madeira fétida, com pisos mofados e, como nem tudo é um mar de rosas, tendo uma mãe que nunca o chamara de filho. Nesse ambiente aprendera a ler e a escrever isoladamente, com um professor particular. Era como a mãe queria que fosse, e assim foi feito. Como toda criança que cresce isolada, Louise era frio, emocionalmente fechado e sem sonhos, ambições e expectativas para a vida, seu destino seria apenas cuidar da mãe até possuir idade suficiente para prosseguir a ideologia cristã da mesma. Claro que, se você for cristão, saberá que pessoas assim são verdadeiros doentes que escondem seus verdadeiros fins atrás da religião, e era realmente o que acontecia, Nuriko era louca, doente, psicótica.

Certo dia, cercado pela crença de que a pseudo-vida que levava não podia piorar, como nem tudo é um mar de rosas, o pequeno bruxo que acreditava ser trouxa (como toda boa criança dotada de magia) revelou possuir poderes quando lançou uma caneta no olho do seu professor. Não, ela não o acertou, se é o que está pensando, mas o fato de ter sido com a pura força da mente o alertou, fazendo com que contasse para Nuriko Miyazawa. A pobre e desgraçada criança, no dia seguinte, acordou vendo a mãe tentar matá-lo, e antes que o fisesse pronunciou que o menino não era seu filho, e sim uma pobre criança largada na rua, na verdade teria sido vítima de um experimento, mas esse detalhe nem Nuriko sabia, portanto o menino fica, até hoje, sem saber.

Por fim Louise usou novamente o poder interno que contia em si. A casa entrou em chamas, a mulher morreu, Louise chorou e saiu à procura de alguém.

Sim, uma criança de seis anos tida como diabólica, um verdadeiro filho do demônio correndo nas ruas de Berlim carregando a notícia de que era... Órfão? Na verdade, como nem tudo é um mar de rosas, nunca saberia quem eram os verdadeiros pais...

Logo que pediu ajuda conheceu um homem elegante e velho, com um sorriso meio estranho. Apertou-lhe a mão e explicou a situação pela qual passava, ao menos tentando confiar (já que não via outra coisa à fazer) no homem que conhecera, e logo ele o acolhera em casa. Mas como disse no início, ainda seria melhor você ir assistir "Tigrão, o filme" a continuar lendo essa deplorável falta do que fazer, somada à vontade extrema que estou de descontar meus momentos ruins na história dessa pobre criança.

Okay, já avisei, então vou continuar. A casa era linda, tinha tudo do bom e do melhor que podem imaginar, admiridado de estar pela primeira vez em um lugar bonito o menino nem desconfiou (Como nem tudo é um mar de rosas)... Que o homem era um pedófilo.

Ao descobrir, não, ele não o queimou vivo nem tirou o cérebro à machadadas, mas sim fugiu, com a força que lhe restava. Odiava todos, todos eram maus, e com esse pensamento dormiu no primeiro canto que encontrou, como um cachorro pulgento e vagabundo, voltando ao lugar onde a mãe o achara, mas que certamente era melhor do que tudo que passara. No dia seguinte, ainda dormindo, o dono de um orfanato o acolheu.

Mas, como nem tudo... Okay, okay, eu sei que você sabe. Para finalizar e eu poder ir tomar sorvete com minha amiga Casey, o menino ficou durante o resto da sua vida em uma casa tão fétida quanto sua primeira e com um tutor tão louco quanto a anterior. Com uma vida ainda pior que a que tinha (sendo maltratado) Louise cresceu sem confiança, porém, mudando seu conceito no início, com uma ambição: Acabar com todos os "homens maus", ou, como prefere dizer, limpar o mundo. Confia em apenas duas pessoas por motivos que ainda não posso revelar (descubra você, oras!), mas que deve a vida por elas, e assim o faria se precisasse (sim, apesar de tudo ele tem palavra); e (para que a desgraça tenha possibilidades de se extender) como bom menino estratégico e persistente fugiu do orfanato à alguns dias (mais detalhes também não posso revelar) e agora estadia na academia de Durmstrang, onde tinha vaga assegurada desde pequeno e se animara extrondosamente de ir... Só não acho que essa animação dure muito, ainda quero continuar a escrever "como nem tudo é um mar de rosas".

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